Cabeamento Estruturado - Rede Estruturada - Historico
 
 Cabeamento Estruturado - Rede Estruturada

Os primeiros computadores eram maquinas de grande porte , chamados Mainframes, Estas maquinas centralizavam todo o processamento de informações e os usuários acessavam os dados resultantes ou inseriam dados nessas maquinas  através de terminais ditos  ‘burros’ , pois não possuíam nenhum poder de processamento . Estes terminais eram somente um teclado, para inserção de dados, e uma tela, para leitura do resultado.

Esta configuração apresentava uma enorme dificuldade aos usuários, pois quando o Mainframe apresentava algum problema técnico, ou quando era necessário atualizar algum software, todos os usuários eram obrigados a cruzar os braços, pois nada se podia fazer enquanto o “cérebro” estava parado.

Para diminuir a dependência de uma única central de processamento, e evitar este tipo de problema, surgiu no mercado uma tendência denominada “Downsizing”, com os computadores ficando menores, mais especializados, mais fáceis de serem operados. Desta maneira, ao invés de termos uma única central de processamento em nossa empresa, passamos a ter diversas delas, casa uma realizando as operações para as quais foi projetada.

Essa tendência foi se aprofundando até que chegamos praticamente a ter um computador para cada funcionário e isto gerou um novo problema. Imagine um funcionário do departamento fiscal, emitindo uma nota fiscal sem saber se o produto existe ainda no estoque. E o computador, solicitando a compra de matéria prima que esta no fim para um produto que já não é mais fabricado. É claro que não podemos ter estes computadores independentes. Eles precisam compartilhar informações, arquivos, software banco de dados, impressoras, enfim precisam estar em rede. O emissor de notas fiscais precisa ter acesso aos arquivos de estoque, assim como o computador necessita ter acesso aos arquivos de Planejamento e Controle da Produção (PCP).

As primeiras redes eram fechadas, isto é, o usuário necessitava aceitar o que o fabricante daquele tipo de rede oferecia em termos de hardware e software, pois não havia interoperabilidade entre as redes que não eram montados por distintos fabricantes. Cabos, conectores, protocolos, equipamentos e acessórios eram proprietários, isto é, cada empresa projetava uma rede com tipos diferentes de produtos, de maneira que a manutenção, expansão e as mudanças só poderiam ser feitas por aquela empresa e nenhuma outra. Este tipo de política não agradava aos usuários, que ficavam reféns das empresas.

Em 1.985, um grupo Chamado EIA (Electronics Industries Alliance) começou a trabalhar, a pedido da CCIA (Computer Communications Industry Association), na elaboração de normatização para acabar com este tipo de política e, em 1.991 surge a primeira norma de cabeamento para edfícios comerciais, onde o cabeamento é independente de fabricantes. Esta normatização foi ratificada pela propia EIA, pela TIA-Tellecomunications Industy Association e pela ANSI – Americam National Standards Institute. Foram adotados padrões para cabos, conectores, adaptadores, acessórios, distâncias e tudo o mais que dissesse respeito à interconexão de usuários. Estava criada a norma ANSI/TIA/EIA 568 e conseqüentemente a rede de proprietária passou a ser dominada aberta.

 
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